sábado, 28 de setembro de 2002




... presentes do Recife ...


Todo vermelho, descascando, com vaquinhas e casinhas de presente voltei. Fiquei com saudades de casa, e do meu amor, mas adorei Recife. Praia, canal, praia, canal... parece que água é tudo que a gente pode ver ali. Mas tem muito mais: bolo de rolo, tapioca, carne de bode, sovaco de cobra, suco de mangaba, torta de cajá, cartola, queijo manteiga, queijo coalho, ensopado de siri, camarão, pirão de caranguejo, casquinha de caranguejo, peixe agulha frito, água de coco na praia, humm!!! E um paradoxo: o povo que é tão áspero e cortante no comércio é maravilhoso na hora de nos acolher. Tive a sorte de encontrar muita gente legal, que me levou pra conhecer toda a cidade (a velha e a nova). E quantas pontes, quantas ruas, quantas casas antigas... meu Lindus ia querer todas pra gente morar. E tem Olinda, ali bem pegadinha - Ouro Preto à beira-mar, com as mais bonitas talhas que já vi. E o Porto, de Galinhas, às quais Schroeder mandou abraços. E tome tapioca na praça, peixe agulha no mirante. Irmandade de Santa Gertrudes, ofício de mulheres. Azulejo português na parede, paliçada holandesa nos subterrâneos. Trinta graus de sol no quengo. E Eckhout!!

Depois desta semana minha cidade me pareceu mais calma que nunca...

sábado, 7 de setembro de 2002

a gete sempre acha que é
Fernando Pessoa.
(Ana Cristina Cesar)

e o tempo tornou-se infinitamente longo:
o início ficou distante para trás;
para frente, parece eterno.

e, no entanto,
foi apenas um começo.

Dedicatória, com uma Mensagem, para uma pessoa.

6 de maio de 2002

sexta-feira, 6 de setembro de 2002

É aniversário da G.H., que está sempre de parabéns. Quais felizes surpresas ainda passarão diante dos olhos desta menina séria?

hoje é dia de festa hoje é dia de festa é dia de jogar flores no mar é dia de dar presente para Iemanjá tá florido tá bonito tá querido tá garrido tá amigo sem perigo tá contigo tá comigo. (Jorge Benjor)

Seiscentos e Sessenta e Seis


A vida é um dos deveres que nós trouxemos para fazer em casa
Quando se vê, já são seis horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

(Esconderijos do Tempo - Mario Quintana)




(Cello, Old Man, Little Girl - Norman Rockwell)
Para Heloisa

Há alguém, todos o sabem, a quem admiro. Alguém para quem um dia olhei como quem olha um quadro. Na sua imagem busquei um exemplo de conduta: a ética da profissão, a estética do bem viver. E o que me mostrou, na face, foi um espelho: a imagem refletida e profética do que poderei ser. Encorajando-me, é uma casa de espelhos, num parque de diversões; espelhos que me fazem sentir maior, ou melhor. Algo a mais do que sou. Mas, o que vi, e ela não sabe, foi uma delicadeza, uma sensibilidade tamanha que comovem; a mim, e a quem me ouve dela falar. Por fim espero que, um dia, ela descubra: posso retribuir; e no momento certo refletir-lhe, em meu rosto, a força que dela veio. No entanto, por hora eu canto...

se meu mundo cair, então
caia devagar
não que eu queira assistir sem saber evitar
cai por cima de mim
quem vai se machucar
ou surfar sobre a dor até o fim
cola em mim até ouvir
coração no coração
o umbigo tem frio e arrepio de sentir
o que fica prá trás
até perder o chão
ter o mundo na mão
sem ter mais onde se segurar
se meu mundo cair
eu que aprenda a levitar

(José Miguel Wisnik)




(Auto-Retrato - Norman Rockwell)


Do mesmo disco, tenho certeza que a Regina vai adorar Flores Horizontais, de Jozé Miguel Wisnik sobre uma poesia de Oswald de Andrade.

Flores Horizontais

flores horizontais
flores de vida
flores brancas de papel
da vida rubra de bordel
flores da vida
afogadas nas janelas do luar
carbonizadas de remédios
tapas pontapés
escuras flores puras
putas suicidas sentimentais
flores horizontais
que rezais
com Deus me deito
com Deus me levanto



(Composition avec nu - Louis-Camille d'Olivier)



Ouvi o novo disco de Elza Soares. Lindo; varia de forte a melancólico, de sarcástico a poético... o melhor mesmo é ouví-lo. E uma das delícias é Fadas, de Luiz Melodia, uma homenagem da cantora a seu falecido amigo Piazzolla.

Fadas

devo de ir, fadas
inseto voa e cego sem direção
eu bem-te-vi, nada
ou fada borboleta ou fada canção
as ilusões, fartas
a fada com varinha virei condão
rabo de pipa, olho de vidro
pra suportar uma costela de Adão
um toque de sonhar sozinho
te leva em qualquer direção
de flauta, remo ou moinho
de passo a passo passo

(Luiz Melodia)


(Cupido - Norman Rockwell)

Mais um aniversário. Mais amor. E meu presente:

Mais simples

é sobre-humano amar
'cê sabe muito bem
é sobre-humano amar, sentir,
doer, gozar,
ser feliz
vê que sou eu quem te diz
não fique triste assim
é soberano e está em ti querer até
muito mais
a vida leva e trás,
a vida faz e refaz
será que quer achar
sua expressão mais simples?
mas deixa tudo e me chama
eu gosto de te ter
como se já não fosse a coisa mais humana
esquecer
é sobre-humano viver
e como não seria
sinto que fiz essa canção em parceria
com você
a vida leva e traz
a vida faz e refaz
será que quer achar
sua expressão mais simples?


(José Miguel Wisnik)

terça-feira, 3 de setembro de 2002



Gustav Klimt
A mais bonita

(Chico Buarque)


Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar

Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei


Essa música me lembra a G.H., e o Schroeder também.
Para a Menina no Espelho, um trecho de um trabalho meu:

Uma mulher com duas faces, um elmo dourado em sua cabeça; um cervo próximo a ela; um espelho em sua mão esquerda, na direita uma flecha, e um peixe Rêmora nesta enroscado. O Elmo significa a Sabedoria do homem prudente em estar, para defender-se, armado com sábios Conselhos; o cervo mostra que devemos ruminar antes de resolver alguma coisa. O espelho nos ordena examinar nossos defeitos, conhecendo a nós mesmos. A Rêmora, que pára um navio, alerta para não tardamos em fazer o Bem, quando o Tempo favorece.(Cesare Ripa)

Alegórica mulher, a Prudência tem duas faces. Mirando-a, encontramos uma corriqueira face humana. Uma, apenas. O alegorista, que a esta dama nos faz ver, por um significativo artifício, escondeu seu segundo rosto na face de um espelho. Quase ingênua, um tanto alheia, esta senhora Prudência olha a si, à sua outra face, que se posta sobre a externa face de vidro. Enfeitiçada ou perdida parece esta mulher, imersa que está na grandiosa tarefa que este atributo, seguro em sua mão esquerda, lhe parece ditar: “examine seus defeitos”, “conheça a si própria”.

Ora, sua face oculta, a outra face, nada mais é que a primeira, em imagem especular. Invertida, mas não menos real que a outra – pois quem poderia afirmar, com toda certeza, qual rosto mira a qual? Não é a segunda face a da beleza, com a qual tendemos nos ver: é a dos defeitos, nosso renegado rosto sombrio.

Mas, perigo, há: o de ver nossa outra face: conhecer a si próprio não é tarefa que se cumpre impunemente. As conseqüências são muitas, às vezes trágicas. Perder-se – um espelho é também labirinto. Através de sua superfície acessamos o desconhecido de nós, de nossa natureza, história e mundo. Mundo invertido e avesso que se abre como fonte de conhecimento, e perdição. Num baralho austríaco do século XV um coringa do sexo feminino segura um espelho para – para nós! A imagem do espelho, figura masculina de torvo aspecto, traz a seguinte inscrição: ‘Coringa feminino olhando para o seu rosto de idiota risonho ao espelho.’

Voltamos à Prudência! Esta dama nos alerta: o olhar que lançamos ao espelho, o ver-se invertido de nós no outro, o olhar que constrói nossa identidade e inventa no outro uma alteridade que o separa de nós, que deixa de ser o olhar-ponte que nos liga, une, trazendo o outro para dentro de mim, e me levando até ele, é na verdade um olhar injusto, que não vê mais que o desejado, que nega ao outro a possibilidade de existência na visibilidade – na sua real visibilidade – que o prende do outro lado do vidro, para que não nos ameace, com sua diferença, a integridade. Lembra também que além da face, da margem do espelho, há existência, há um outro que não é apenas miragem, que sobrevive debaixo dos escombros das projeções de nossos medos, desejos e esperanças, que respira seus próprios medos, desejos e esperanças, mas que se encontra atado ao vazio de exercer a sua identidade perante nós: pois nós não o veríamos! A Prudência diz: mire-se no espelho do outro, reconheça-o no espelho, acredite no que vê: ele é outro. Então, aja... A rêmora, que soluciona conflitos e litígios, encontra-se do outro lado da plana face, é especular.

... em Paris durante a primeira metade do século XVIII, o Pe. Zallinger, da Companhia de Jesus, planejou um estudo das ilusões e erros do povo de Catão; num levantamento preliminar anotou que o Peixe era um ser fugitivo e resplandecente que ninguém havia tocado, mas que muitos alegavam ter visto no fundo dos espelhos. (...) Segundo Giles, a crença no Peixe é parte de um mito mais amplo, que se refere à época legendária do Imperador Amarelo.

Naquele tempo, o mundo dos espelhos e o mundo dos homens não estavam, como agora, incomunicáveis. Eram, além disso, muito diferentes; não coincidiam nem os seres nem as cores nem as formas. Ambos os reinos, o especular e o humano, viviam em paz; entrava-se e saía-se pelos espelhos. Uma noite, a gente do espelho invadiu a Terra. Sua força era grande, porém ao cabo de sangrentas batalhas as artes mágicas do Imperador Amarelo prevaleceram. Este rechaçou os invasores, encarcerou-os nos espelhos e lhes impôs a tarefa de repetir, como numa espécie de sonho, todos os atos dos homens. Privou-os de sua força e de sua figura e reduziu-os a meros reflexos servis. Um dia, entretanto, livrar-se-ão dessa mágica letargia.

O primeiro a despertar será o Peixe. No fundo do espelho perceberemos uma linha tênue e a cor dessa linha não se parecerá com nenhuma outra. Depois, irão despertando as outras formas. Aos poucos diferirão de nós, aos poucos deixarão de nos imitar. Romperão as barreiras de vidro ou de metal e desta vez não serão vencidas. (...)
No Yunnan não se fala do Peixe e sim do Tigre do Espelho. Outros acreditam que antes da invasão ouviremos do fundo dos espelhos o rumor das armas.
(Borges)
Com minha morte, muita coisa ficou por dizer. Minha boca calou-se para sempre. Enquanto os dedos de Schroeder cantavam ao piano pela Europa, e encantando ouvidos na casa de Mozart. Marcie mudou-se para longe; deixando Bobis de bob’s. Formaram-se Creia, Mel e Ana H; já Carol, está quase. Nasceram Frida e Lorie; respectivamente, minha sobrinha e minha filha- duas lindas gatinhas. E eu aqui, no limbo, ausente.



A gata de Lenora
Ando caído de amor, pelos caicais de amor, do meu amor.
IX
ONDINA

... Eu acreditava escutar
uma vaga harmonia que o meu sonho encantava,
um sussurro próximo, semelhante no ar,
ao canto entrecortado de uma voz triste terna.

(Os dois gênios - Ch. Brugnot)


- Escuta! Escuta! Sou eu, Ondina, quem toca levemente com gostas de água os sonoros losangos de tua janela iluminada por melancólicos rios de luar; e vê aí, vestida de tafetá, a dama do castelo que do balcão contempla a formosa noite estrelada e o belo lago adormecido.
“Cada onda é uma ondina que nada na corrente, cada corrente é um caminho que serpenteia até o meu palácio, e meu palácio está feito de matérias fluidas, no fundo do lago, no triângulo do fogo, da terra e do ar.”
- “Escuta! Escuta! Meu pai, coaxando, fustiga a água com um ramo de amieiro verde; e minhas irmãs acariciam com seus braços de espuma as frescas ilhotas de ervas, de nenúfar, de gladíolo, ou zombam do salgueiro decrépito e barbado que pesca com uma vara.”
Terminada a canção, suplicou-me que pusesse eu seu anel no meu dedo para ser esposo de uma ondina, e visitar com ela seu palácio e ser o rei dos lagos.
Como eu respondesse que amava uma mortal, zangada e despeitada verteu algumas lagrimas, soltou uma gargalhada e desvaneceu-se entre aguaceiros que escorriam claros em meus vidros azuis.

(Gaspar de la nuit - Aloysius Bertrand – 1842)


Há muito, gosto dessa estória. De amor frustrado e loucura. Gosto tanto, talvez, como Ravel, que a narrou em música. Gaspar de la nuit – Trois poèmes pour piano d’aprés Aloysius Bertrand. Digo narrou-a, pois esta música, diferente da igualmente bela Ondine de Debussy, narra, e não descreve. Debussy, foi um mestre da narração musical. Suas composições, erigidas na ânsia da criação de imagens sonoras, nos fazem ver os objetos aos quais se dedica – e, entre estes, a ondulante criatura. Para tanto, lança mão dos procedimentos descritivos – procedimentos estes que nos apresentam o estado, a natureza dos seres ou coisas a que se referem. Que nos transmitem suas características, e suas formas. Que nos fazem vê-los, mentalmente, como se à nossa frente estivessem. Que suprem sua ausência, criando imagens que, com um máximo de perfeição, o substituem. Simulacros: imagens que têm existência própria, pois se desprende do corpo que as emitem; diria Lucrécio. E, já Ravel, este nos conta uma estória. A estória do amor frustrado de Ondina, onde o que conta é menos saber são suas feições, ou as daquele que a rejeita. E sim, de se transmitir a sucessão de estados – psicológicos, quem sabe – pelos quais passam a rainha dos lagos. Estados que se transformam, e que são encadeados, por ações: por sua declaração de amor, pela reação negativa do homem que ama, pela sua desilusão e desespero, pelo seu desaparecer. E Ravel narra, como todo bom narrador, colocando, na estória, sua própria experiência; sua música. E os dedos do pianista fazem surgir Ondina, Ondina e sua declaração, Ondina e sua súplica, e a gargalhada de Ondina, para, enfim, Ondina desfazer-se no ar, como os sons de um piano.

Para ouvir Ondine, de Ravel, prefiro a gravação de Ivo Pogorelich; de Debussy, a de Arturo Bennedetti Michelangelo.
Post-Mortem

Levanto do meu leito de noturno descanso. E conto a (des)matéria de minha pós-vida. Sábado. Dia da criação. Por macabro descuido, ergo-me demasiado cedo do leito onde jazia. Aproveito o momento para entreter-me com Os outros – filme bom, embora previsível para quem o vê do lado de cá. Assim, começou o dia. Nublado e frio. E, à noite, antes de recolher-me, elevo meu espírito com uma boa leitura.

LIVRO TERCEIRO DOS FANSTASIAS DE GASPAR DA NOITE
A Noite e suas Ilusões

II

Scarbó


Deus, meu, concede-me na hora da morte, as súplicas de um monge, uma mortalha de pano, um ataúde de pinho e em ligar seco. - As Ladainhas do Senhor Marechal

Morras absolvido ou condenado – murmurava Scarbó esta noite em meu ouvido –, e terás por mortalha uma teia de aranha, e já me encarregarei de amortalhar a aranha contigo.
Com os olhos vermelhos de tanto chorar, respondi: “Dá-me ao menos por mortalha uma folha de álamo, que me traga o hálito do lago.”
- Não – respondeu sardônico o anão –: serás pasto do escaravelho que todas as tardes sai a caçar mosquitos deslumbrados pelo sol poente.
- Preferes, pois – repliquei sem deixar de chorar –; preferes que uma tarântula com tromba de elefante me sorva?
- Bem, consola-te – acrescentou –. Terás por mortalha as tiras cravejadas de ouro de uma pele de serpente, nas quais te envolverei como uma múmia.
“E da tenebrosa cripta de São Benigno, onde te deixo de pé contra a parede, poderás ouvir à vontade como choram as crianças que estão no limbo.”.

(Gaspar de la nuit - Aloysius Bertrand – 1842)


terça-feira, 20 de agosto de 2002

Tempos tucanos: anos bicudos.


500 ANOS DE PAU BRASIL



Quatro glosas e um epílogo a propósito do episódio de violência policial na Favela Naval de Diadema.


500 anos de escravidão (legal até 1888, ilegal depois)

Trabalho forçado, trabalho de menores, confinamento, senzala, calabouço, palmatória, vara, cacete, porrete, tronco (ciclo do pau), açoite, chicote, látego, chibata, relho, bacalhau, vergalho (ciclo do couro), corrente, máscara de flandres, gargalheira, colher de ferre, anjinho, grilhões, calceta, peia, ferro de marcar (ciclo do ferro), mutilação, estupro, mulheres grávidas jogadas ao forno (o ventre explode: plof!), força, assassinato (ciclo do homem).


500 anos de latifúndio

Servidão, expropriação, expulsão, exploração, cambão, balcão, destruição de cerca, incêndio de casa; capanga, pistoleiro, polícia, delegado, estupro de mulher e filha, surra, clister, castração, tocaia, assassinato.


500 anos de patriarcalismo

Casa grande, mulheres e filhas confinadas, mandadas para o convento, dominadas, caladas, vigiadas, casadas à força, espancadas, estupradas, assassinadas.


500 anos de violência institucional

Na Colônia, índios preados e escravizados, Palmares arrasado, Felipe dos Santos amarrado a cavalos e esquartejado, Tiradentes enforcado e esquartejado; no Império, Frei Caneca fuzilado, 30 mil mortos na Cabanagem, rosários de orelhas de cabanos no pescoço dos soldados; na República Velha, presos degolados na revolta Federalista (os que pronunciavam o “jota” à castelhana), Canudos arrasada, seus prisioneiros degolados (os que se negavam a dar um Viva à República), fuzilamento sumário de rebeldes n Rio de Janeiro e em Santa Catarina durante a revolta Armada, surra de espada nos soldados, chibata no lombo dos marinheiros, dezesseis marinheiros asfixiados entre nuvens de cal na solitária na Ilha das Cobras sob a guarda da Marinha; no Estado Novo, na Delegacia de Ordem Política e Social, espancamento de presos políticos nos rins e na sola dos pés com canos de borracha, pedaços de nádegas tirados com maçarico, esponja embebida de mostarda na vagina das prisioneiras, assassinato; na outra ditadura, prisão, seqüestro, bofetão, espancamento, choque elétrico, estupro, cassetete no ânus e na vagina, assassinato; na era da Constituição cidadã, Candelária, Vigário Geral, Carandiru, Eldorado, Corumbiara, Manaus, Diadema, extorsão, tortura, massacre, pena de morte sem julgamento.

Pau-Brasil

Tortura
(diz a Aeronáutica)
Fácil de fazer:
Maltrata, maltrata
Até morrer.


(Pontos e Bordados - José Murilo de Carvalho)


René ajudando Linus e Lucy a instalar seus armários

um desastre
A Wê me perguntou: quem é você? Pensei... pensei... e não sei...

Tenho 26 anos, e acho só que sou assim:



sem jeito



um pouco esculhambado




quase um Charlie Brown.


Mas há quem ache que eu sou Castor, o construtor - O Castor é o construtor do reino animal... Se você observar suas represas, capazes de bloquear fortes torrentes de água, verá que existem diversas entradas e saídas. Quando constrói sua casa, o Castor sempre se preocupa em preparar diversos pontos de escape. Esta é uma prática lição... para que não nos deixemos encurralar, pois se não concebermos algumas alternativas, estaremos represando o curso de nossas vidas. Um produtor é caracterizado por sua operosidade, e o Castor sabe que a limitação impede a produtividade. O Castor tem dentes afiados, sendo capaz de derrubar grandes árvores. Imagine, portanto, o estrago que seus dentes são capazes de fazer no lombo de seus inimigos... (uhuhu-ahahahaaaaaaa) para ser capaz de compreender o Castor, você deve reconhecer o poder do trabalho e conscientizar-se da satisfação proporcionada pelo bom cumprimento de uma tarefa. Precisa aprender que, para concretizar um sonho, é necessário contar com o apoio do grupo... quando aprendemos a trabalhar em harmonia com os outros, desenvolvemos um forte sentimento comunitário, e o resultado é a união de todos os envolvidos. Castor... ensina-me a concretizar meus sonhos, neles incluindo os outros.

(Cartas Xamânicas - Jamie Sams & David Carson)




(Joueur de Flute et Gazelle - Pablo Picasso)


(A flauta mágica - Marc Chagall)


Senhores, Imperadores, Reis, Duques e Marqueses, Condes, Fidalgos e burgueses, e todos vós que desejais conhecer as diferentes raças e as variedades das diversas regiões do globo, tomai este livro e mandai que vo-lo leiam... E todos que o lerem e entenderem devem crer nele, pois as coisas que conta correspondem à verdade; e eu vos certifico de que, desde que Deus Nosso Senhor modelou Adão e Eva com suas mãos até hoje em dia, não houve cristão, nem sarraceno, nem pagão, nem tártaro, nem índio, nem homem algum de geração alguma, que tanto tivesse visto, investigado e sabido das maravilhas do mundo... por isso vos digo que seria grande desventura não ficarem escritas todas as preciosas maravilhas que viu e ouviu, para que os povos que não as viram nem conheceram delas tomem conhecimento... (Marco Pólo) Como a nenhum ser humano é possível, em sua existência, ver pessoalmente todos os bens terrestres - não só porque o universo vive em perfeita transmutação, como, também, devido à vastidão do mesmo -, Deus concedeu-nos os meios de tornar essas coisas acessíveis aos nossos olhos, quer através dos escritos ou gravuras, quer através das obras ou indústrias dos que delas tiveram conhecimento. Assim, muitas antigas fabulas... são representadas por figuras, creio que só para a satisfação humana; ao passo que podemos ver, sem necessidade de representação, várias outras coisas, como é o caso das numerosas espécies animais diariamente ao alcance de da nossa vista. Daí a resolução de descrever (André Thevet). Alguém poderia dizer agora: “Se eu quisesse mandar imprimir tudo o que experimentei e vi na vida, faria um livro muito grosso.” Tem razão, e segundo esse ponto de vista eu também poderia escrever muito mais ainda. Porém não é o caso. (André Thevet)... minha intenção é a de perpetuar aqui a lembrança de uma viagem (Jean de Lery). Quem viaja tem muito o que contar”, diz o povo (Walter Benjamin)... Não sou o primeiro nem serei o último a conhecer tais viagens marítimas, terras e povos. Os que me precederam também nem sempre passaram contentes por suas experiências de viagem (Hans Staden); perguntando Anacharsis de que expessura eram as pranchas, ou tábuas, com as quais se armavam os navios, respondeu-lhe alguém ser apenas de quatro dedos; ao que replicou o filósofo: “A vida dos que viajam nesses navios não está, também, mais distante da morte (André thevet)... Qualquer um pode imaginar que a disposição de quem está ameaçado de morte é muito diferente daquela de quem fica observando à distância, ou apenas ouvindo falar de tais casos (Hans Staden); não porque ele teria qualquer saber secreto pessoal a nos revelar, mas muito mais porque, no limiar da morte, ele aproxima nosso mundo vivo e familiar deste outro mundo desconhecido e, no entanto, comum a todos. (Jeanne Marie Gagnebin). É no momento da morte que o saber e a sabedoria do homem e sobretudo sua existência vivida – e é dessa substância que são feitas as histórias – assumem pela primeira vez uma forma transmissível. Assim como no interior do agonizante desfilam inúmeras imagens – visões de si mesmo, nas quais ele se havia encontrado sem se dar conta disso –, assim o inesquecível aflora de repente em seus gestos e olhares (Walter Benjamin). E o moribundo é capaz de discernir, no substrato de sua existência, aquilo que lhe é inefavelmente particular e que marca sua solitária individualidade – sua vivência (Jeanne Marie Gagnebin). Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições. Tomou-me tempo, desânimos, esforços. Dela me prezo, sem vangloriar-me. (Guimarães Rosa): Depois de uma tempestade, vê-se o poder de persuasão do ar. Meus méritos tornam-se-me evidentes, e me dominam, embora eu não lhes ofereça nenhuma resistência. Caminho e meu compasso é o compasso deste lado da rua, da rua, do bairro inteiro. Com direito, sou responsável por todos os brindes, por todos os casais de amantes em seus leitos, nos andaimes das construções, nas ruas escuras, apertadas contra as paredes das casas, nos divâs dos prostíbulos. Comparo meu passado ao meu futuro, mas ambos parecem-me admiráveis, não posso outorgar a palma a nenhum dos dois, e apenas protesto diante da injustiça da Providência, que me favoreceu tanto. Mas quando entro em meu quarto, sinto-me um tanto pensativo, embora ao subir as escadas não encontrasse nada que justificasse esse sentimento. Não me serve de consolo abrir de par em par a janela, e ouvir que ainda se está tocando música em um jardim (Franz Kafka). Jamais quis tão pouco nesta vida ouvir numa certa hora a palavra adeus (Cacaso). Ah se pelo menos o pensamento não sangrasse! Ah se pelo menos o coração não tivesse memória! Como seria menos linda e mais suave minha história! (Cacaso): Uma noite de lua pálida e gerânios ele viria com boca e mãos incríveis tocar flauta no meu jardim. Estou no começo de meu desepero e só vejo dois caminhos: ou viro doido ou santo... Quando ele vier, porque é certo que vem... de que modo vou abrir a janela, se não for doido? Como a fecharei, se não for santo? (Adélia Prado)


E de que morreu Boli? De narrativas, por certo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2002

Para meu Lindus



(Magnolia Blossom - Imogen Cunningham, 1925)



(The Lone Lagoon - P. H. Emerson, 1890/1895)
Dia dos Pais: daqui a alguns anos, estarei ganhando gravatas e escovas de encerar sapatos...
Será que meus filhos vão se sentir diferentes dos coleguinhas por terem um pai que não trabalha de terno e gravata, e uma mãe que não é dona de casa? Como evitar esse trauma?... Dúvidas, dúvidas...


Parabéns para a Rachel e para a Sandrinha Shaermann
(mais conhecida como Pandermônio)

quinta-feira, 8 de agosto de 2002



(A Espuma - Camille Claudel)

- para carol e g.h. -
doce líquido,
e o vapor que sobe.
você o sorve.


(Hai-kai do Banchá, para o bem dormir)
Alguém já ouviu a música da cibala, cibola, cibele???
Para quem vive me perguntado que é a G.H., basta clicar no G.H. que ela mesmo lhe contará, com seu humor mais peculiar. Aqui vai um desenho dela, quando em pânico, cantando Exageradoooo!.
Cara Puliça,
Como não tenho solução para seu caso, dedico-lhe uma poesia do Cacaso.


Happy End

o meu amor e eu
nascemos um para o outro

agora só falta quem nos apresente

(Beijo na Boca - Cacaso)
Os embaralhos de sábado à noite:

Encontro dos blogueiros

Click aqui, aqui, e aqui!

E só pra completar: depois dormi apenas duas horas, levantei e fui fazer um trabalhinho que valia apenas 50% dos créditos de uma disciplina. Fiquei escrevendo até à noite, e continuei a escrever por mais 12 horas no dia seguinte. Ou seja: como fui irresponsável! Divertidamente irresponsável.
Resumo de meus dias



... e isso até que me faz feliz!
Ré menor

fazendo versinho
querendo carinho

(Beijo na Boca - Cacaso)


Ontem, ganhei esse livrinho do meu Lindus. Poesia marginal. Nem é preciso dizer que adorei! É tudo tão bunitim... estou absurdado, encantado, apaixonado, abobalhado. E querendo namorar, namorar, namorar, cada vez mais.

sábado, 3 de agosto de 2002

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

(Fragmentos de Para viver um grande amor - Vinícius de Morais)

quinta-feira, 1 de agosto de 2002



Johnson, Osa & Martin - Refrigerator
da série Bornéu - 1920
Será que o Lindus terá um novo companheiro?
Pergutaram-me se meu blog tinha morrido, de exaustão, com a vida corrida. Bem... morto ele ainda não está... já eu...


René Boli
depois de 3 congressos e alguns trabalhinhos


Acontece que os blogs de todos nós andaram meio aposentados. Culpa da Dona Vida, sempre tão apressada, atarefada, exausta. Bom, Mas, ainda há espaço para o riso com os amigos e para ótimos fins-de-semana. E... muito amor! Seja como for, aos poucos vamos ressuscitando. Primeiro a G.H. e meu Lindus, depois eu. E, quem sabe, a Mel... que deixou abandonada e saudosa toda uma família!

23:57. Pela janela vejo uma lua nascer. Crescente. Enorme como a cheia, mas cortada ao meio. Exata, como que se a esconder. Intensamente vermelha, como em fogo. Ela, à medida em que sobe, torna a mim, que estou do lado de cá da janela, alheio àquilo que vem me ocupando. Assim, vou deixando de lado loucos holandeses que vierem ao Brasil para, com índios, ornar palácios dinamarqueses, e francesa tapeçaria. Perco uma ilusão: a de reconstituir o passado.

modinha

não, não pode mais meu coração
viver assim dilacerado
escravizado a uma ilusão
que é só desilusão
ah!, não seja a vida sempre assim
como um luar desesperado
a derramar melancolia em mim
poesia em mim
vai triste canção, sai do meu peito
e semeia a emoção
que mora dentro do meu coração.

(tom jobim - vinícius de morais)



(Os Pescadores, tapeçaria.
Manufacture des Gobelins. Paris, séc. XVII)

segunda-feira, 15 de julho de 2002

Resumo de um fim de domingo.

Inesperado. Tantri chega com Ptk, Créia e uma garrafa de vinho. Frisante! Isso sobe... Risos, risos, risos... Carona da Tantri. Festa da Queda da Bastilha. Muita gente. Muito tonto. Marcie, Melissa, Betinho, Dani, Dominique, e agregados. Mel já havia ido embora (comida japonesa, hummm!). Ainda tonto. Muita gente! Divertido. Risos, risos, risos... Ônibus. Casa. Big Brother (creia-me). Horas de conversa com a Créia. Hora de ir pra cama. Telefonema do meu Lindus. Dormi feliz!

sábado, 13 de julho de 2002



Rachel Ramalho


Um Beijo Meu

os dias nunca são iguais
quando a inocência se desfaz
por já não ter mais no que acreditar

se todo amor não foi capaz
se alguém que você tanto quis
já fez a mala, adeus, até nunca mais

quarda um beijo meu
o que for teu ninguém vai nunca mais tirar
quem sabe um dia, tudo vai voltar
mas agora é melhor deixar...


(Herbert Vianna)


En la playa de São Sebastião - Antes y Después
Ontem inventei essa receita. Como ela foi amplamente aprovada, vou divulga-la como marca de meu retorno à cozinha. Dedicado ao Lindus, à Beth e à Dani.


Penne com Tomates e Champignons


Tome três tomates bem maduros. Retire as sementes e corte-os em grandes quadrados. Junte-os em um prato com 250 gramas de champignons grandes picados. Regue tudo com um cálice de saquê e reserve. Numa panela funda, aqueça duas colheres de sopa de azeite bom. No azeite, doure uma colher de café de alho amassado e uma cebola pequena picada. Acrescente uma pitada de pimenta do reino, uma colher de café de tomilho, uma de salvia, e duas colheres de chá de manjericão (todos desidratados). Em seguida, acrescente um cálice e meio de cachaça ou vodka, e um pouco de água. Deixe começar a ferver, então junte a mistura de tomates e champignons. Deixe cozinhando em fogo brando até os tomates ficarem macios e o álcool evaporar. Desligue o fogo e acrescente 150 gramas de creme de leite, e sal. Junte tudo a uma quantidade de penne que dê para 4 pessoas. Por favor, dispense o queijinho ralado. Acompanhamentos: vinho tinto e a trilha sonora do filme The Moderns.



Jules et Jim


Gravado em 1961, Jules et Jim, de François Truffaut, deveria ser considerado como um dos marcos do cinema francês. Como um vento úmido que nos pega de surpresa e segue adiante, Truffaut narra a estória de dois jovens artistas (Jules e Jim), que conhecem a encrenqueira Catherine (Jeanne Moreau) e... juntos compõem uma fábula dos relacionamentos modernos. O ar de transformação do início dos anos 60 é o elemento que nos toma de assalto, fazendo com que sejamos levemente conduzidos pela narrativa. Cuidadosamente trabalhadas, as imagens, a encenação e a maravilhosa trilha de George Delerue dão ao filme o caráter de uma crítica jocosa, nada onisciente, embora aguda, da patética trajetória humana – repleta de curvas, desvios e contra-mãos.

Mas, entre todas, a mais bela seqüência é aquela em que Jeanne Moreau interpreta a canção Le Tourbillon, de Boris Bassiak.


Le Tourbillon

Elle avait des bagues à chaque doigt,
Des tas de bracelets autour des poignets,
Et puis elle chantait avec une voix
Qui sitôt m'enjôla.

Elle avait des yeux, des yeux d'opale,
Qui me fascinaient, qui me fascinaient.
Y avait l'ovale de son visage pâle
De femme fatale qui m'fut fatal (bis).

On s'est connus, on s'est reconnus,
On s'est perdus de vue, on s'est r'perdus d'vue
On s'est retrouvés, on s'est réchauffés,
Puis on s'est séparés.

Chacun pour soi est reparti.
Dans l'tourbillon de la vie
Je l'ai revue un soir, aïe, aïe, aïe
Ça fait déjà un fameux bail (bis).

Au son des banjos je l'ai reconnue.
Ce curieux sourire qui m'avait tant plu.
Sa voix si fatale, son beau visage pâle
M'émurent plus que jamais.

Je me suis soûlé en l'écoutant.
L'alcool fait oublier le temps.
Je me suis réveillé en sentant
Des baisers sur mon front brûlant (bis).

On s'est connus, on s'est reconnus.
On s'est perdus de vue, on s'est r'perdus de vue
On s'est retrouvés, on s'est séparés.
Dans le tourbillon de la vie.

Chacun pour soi est reparti.
Dans l'tourbillon de la vie.
Je l'ai revue un soir ah là là
Elle est retombée dans mes bras.

Quand on s'est connus,
Quand on s'est reconnus,
Pourquoi se perdre de vue,
Se reperdre de vue ?

Quand on s'est retrouvés,
Quand on s'est réchauffés,
Pourquoi se séparer ?

Alors tous deux on est repartis
Dans le tourbillon de la vie
On à continué à tourner
Tous les deux enlacés
Tous les deux enlacés.



Accompagnement à la guitare : pour jouer exactement comme dans le film, faites un arpège en Do et Sol7, capo III. Sinon, si comme moi vous n'avez pas la voix de Jeanne Moreau, vous pouvez aussi la jouer en Sol et Ré7, sans capo.



Henri Serre, Oskar Werner, e Jeanne Moreau
em Jules et Jim

segunda-feira, 8 de julho de 2002

Hoje tenho o prazer de conceder o Troféu Joinha para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que, além de realizar de forma totalmente desorganizada o 54ª edição de sua Reunião Nacional, me deu o seguinte atestado:

Atestamos que o trabalho A ESPERIÊNCIA ...



Esperiência???? Depois eu é que sou analfa.
Lindusão, tô com saudades!!
Olhem aqui ondé cô tô:



Goiânia

Looooooooonnnnnnge... Mas, valeu!

Só que não encontrei nenhum empadão goiano com guariroba - que eu ADORO. Essa iguaria centro-brasileira, apesar de pesada (linguiça, lombo, frango, guariroba, ervilha e queijo) é uma delícia, e mereceu até ter sua receita, em italiano, em um site de cucina brasiliana. Hummmm!!!!!

Quanto à festa junina da comunidade nipônica... Ghumf!!! Eu tava doido para ir. Tinha até convitinho. Que pena...
Mas, qual foi a fiança???
Eeeeehhhhh!! Recebi com muito gosto a homenagem da G.H..



Retribuirei em breve. Aguarde...

domingo, 7 de julho de 2002



Chagal

Meu Lindus, agora que você já está sonhando, com anjos e um melancólico som de violino, despeço-me. Vou, embora apreensivo. Mas não te deixo. Volto em breve, com mais saudades. Te amo, ainda mais.

Boa noite!


Amiga Puliça e Amiga Melissa em
A noite das meninas superbandeirosas.

sábado, 6 de julho de 2002

Conforme prometido:



Ô, Antaaa!!
Foi aniversário do Rodsch. Tentei cercá-lo de todas as formas possíveis. Não consegui. Mesmo assim, PARABÉNS!!!!



Estamos todos com saudades!! Viu?
A vida anda tão corrida que nem tive tempo de postar tudo o que queria. humff!
Bom, quem sabe quando eu voltar de viagem?
Enquanto isso, mais imagens.



Hilda Hilst - Casa do Sol - 1967

sexta-feira, 28 de junho de 2002



O Novo Baiano
criação coletiva, dos seus irmãos.
O meu irmão, distante e retardatário, descobriu HOJE que a Marcie virou pulissa. Doido...
Mas, tenho que concordar com o Gô: ela bem que poderia fazer um blog para contar suas aventuras de tira. Pois se dependesse de mim e do Gô...

Imaginem



... seria ridículo.
Como sempre, Lady Bug tira as músicas de minha boca! These Foolish Things - por Ella Fitzgerald.

terça-feira, 25 de junho de 2002

cem beijos, cem abraços, cem horas juntos, sem discussões, sem desencontros, sem angústia, sem medo, alguma solidão, algum sossego, alguma palavra, algum silêncio, você... me amando como te amo, entre o desejo de sermos, e a possibilidade de estarmos - um e juntos.

Te amo, meu Lindus, mais que sempre!
A G.H. mudou a cara do blog dela: está mais lindo que nunca. Quanta classe, quanto estilo - quem dera eu! E, ainda por cima, colocou uma imagem bonitinha de uma janela no link do meu blog. Eh, portento!

segunda-feira, 24 de junho de 2002

E esses dois, alguém reconhece?

A pedidos, mais alguns exemplares da turma:



Créia



Juh Lai Lama



E eu!!!

Bom, amanhã tem mais!