segunda-feira, 8 de julho de 2002
Goiânia
Looooooooonnnnnnge... Mas, valeu!
Só que não encontrei nenhum empadão goiano com guariroba - que eu ADORO. Essa iguaria centro-brasileira, apesar de pesada (linguiça, lombo, frango, guariroba, ervilha e queijo) é uma delícia, e mereceu até ter sua receita, em italiano, em um site de cucina brasiliana. Hummmm!!!!!
Quanto à festa junina da comunidade nipônica... Ghumf!!! Eu tava doido para ir. Tinha até convitinho. Que pena...
Mas, qual foi a fiança???
Mas, qual foi a fiança???
domingo, 7 de julho de 2002
sábado, 6 de julho de 2002
sexta-feira, 28 de junho de 2002
terça-feira, 25 de junho de 2002
cem beijos, cem abraços, cem horas juntos, sem discussões, sem desencontros, sem angústia, sem medo, alguma solidão, algum sossego, alguma palavra, algum silêncio, você... me amando como te amo, entre o desejo de sermos, e a possibilidade de estarmos - um e juntos.
Te amo, meu Lindus, mais que sempre!
Te amo, meu Lindus, mais que sempre!
segunda-feira, 24 de junho de 2002
sábado, 22 de junho de 2002
Que podemos fazer nestes dias de primavera, que já se aproximam rapidamente? Esta manha cedo, o céu estava cinzento, mas se agora a gente se chega à janela, surpreende-se e apóia a face contra o batente.
Embaixo, vê-se a luz do sol que se despede sobre o rosto da jovenzinha que passa olhando em volta; ao mesmo tempo vê-se nele a sombra de um homem que se aproxima rapidamente.
E depois o homem passa, e o rosto da menina está inteiramente iluminado.
(Franz Kafka – Contemplação)
quinta-feira, 20 de junho de 2002
Menina,
eu já havia passado por seu espelho, e confesso que gostei. Mas, de seus textos, o que eu poderia dizer? Hiperbreves?, sim. Alguns são densos, e condensam algo em quem os lê: um sentimento, um sentido, uma intenção, uma idéia. Outros, menos: brincam com nossos sentidos, giram pelo corpo e se vão, na brevidade de uma piscadela. Mas, como estou atrevido e muito crente em mim, me permito a duas ousadias.
A primeira: feliz com seus elogios, comento seu Amor de Raposas com um textinho que fiz, de impulso, para quem amo.
Ensine-me coisas.
Não em tom de ensinamento.
Mas soltando os nós que foram amarrando minha alma.
A segunda: tomar emprestado seus Olhos de brinquedo como meu espelho, e minha janela.
Olhos de brinquedo
A menina da janela observa tudo. Está no segundo andar. A rua é calma, margeada de árvores e coberta de folhas. A casa é rosa, tem um gramado ao redor, uma varanda na entrada e nada de portão trancando a menina. Ao alcance dos olhos dela está o sobrado lilás - bem em frente, a escola de inglês - do lado esquerdo do sobrado, e a praça com o gira-gira - do outro lado. Ela não liga pro gira-gira. Gosta mesmo é de ver as pessoas. Tem oito anos e uma população dentro de si. Sabe como a criada da frente varre a calçada, conhece o andar da diretora da escola e imita direitinho a garota manca que brinca na praça todas as tardes. Não erra o barulho do lixeiro, pergunta - e decora - nome e sobrenome de cada entregador que aparece. Já contou os cadernos que o menino do skate leva para a aula de música - três - e está quase certa de que o guarda da noite apita 44 vezes, da hora em que entra no turno até a hora em que ela dorme. A menina da janela tem cachinhos dourados, dentes de leite, e é cega.
(A Menina no Espelho)
eu já havia passado por seu espelho, e confesso que gostei. Mas, de seus textos, o que eu poderia dizer? Hiperbreves?, sim. Alguns são densos, e condensam algo em quem os lê: um sentimento, um sentido, uma intenção, uma idéia. Outros, menos: brincam com nossos sentidos, giram pelo corpo e se vão, na brevidade de uma piscadela. Mas, como estou atrevido e muito crente em mim, me permito a duas ousadias.
A primeira: feliz com seus elogios, comento seu Amor de Raposas com um textinho que fiz, de impulso, para quem amo.
Ensine-me coisas.
Não em tom de ensinamento.
Mas soltando os nós que foram amarrando minha alma.
A segunda: tomar emprestado seus Olhos de brinquedo como meu espelho, e minha janela.
Olhos de brinquedo
A menina da janela observa tudo. Está no segundo andar. A rua é calma, margeada de árvores e coberta de folhas. A casa é rosa, tem um gramado ao redor, uma varanda na entrada e nada de portão trancando a menina. Ao alcance dos olhos dela está o sobrado lilás - bem em frente, a escola de inglês - do lado esquerdo do sobrado, e a praça com o gira-gira - do outro lado. Ela não liga pro gira-gira. Gosta mesmo é de ver as pessoas. Tem oito anos e uma população dentro de si. Sabe como a criada da frente varre a calçada, conhece o andar da diretora da escola e imita direitinho a garota manca que brinca na praça todas as tardes. Não erra o barulho do lixeiro, pergunta - e decora - nome e sobrenome de cada entregador que aparece. Já contou os cadernos que o menino do skate leva para a aula de música - três - e está quase certa de que o guarda da noite apita 44 vezes, da hora em que entra no turno até a hora em que ela dorme. A menina da janela tem cachinhos dourados, dentes de leite, e é cega.
(A Menina no Espelho)
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