
sexta-feira, 7 de abril de 2006
Um dia com Aretha

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
no quesito trabalho, otto, o estrupício, é muito pior que a ana. enquanto ana é uma pessoa higiênica e controlada, cadidata a miss lilica bicalho, o otto, ai... limpar cocô dele o dia inteiro é uma experiência realmente engrandecedora; a cada vez, queimam-se dez karmas de sua cota, com direito a concorrer um bônus extra, no final de cada mês!
ainda acho que a licença paternidade deveria ser concedida após o quarto mês do nascimento...
fumm... de novo...
com licença eu vou à luta
A hora do almoço pode ser menos estressante se você tiver um pouco de imaginação. Há alguns anos criei um evento que pode acontecer sempre que a negociação da hora de comer ficar complicada: a Festa da Barriga. É muito simples: a barriga do seu filho é um salão de festas e todos os alimentos são convidados.
É interessante que a criança escolha o anfitrião e o motivo da comemoração. Por exemplo: oaniversário da Beterraba, a despedida do Brócolis, o casamento do Arroz com o Feijão. Mas mãe, O Feijão e O Arroz não são homens? Aproveite a oportunidade para explicar à novíssima geração que homens podem se casar com homens, sim. Você pode notar também que o fato do arroz ser branco e o feijão ser preto não impede que eles se amem. Mas aí o negócio já descamba para aula de politicamente correto e no final das contas você quer mesmo é que seu filho coma toda a comida. Uma coisa de cada vez.
Geralmente o alimento escolhido é o mais diferente no dia, por exemplo, a Abóbora. Nesse caso, ela deve ser a primeira a chegar, ou melhor, a ser comida. Os convidados se preparam na boca, quando são mastigados. Portanto, se sua filha estiver comendo muito depressa, explique que assim aqueles legumes estarão chegando à festa sem a menor produção. Quando ela engolir, você faz as vozes: _Brócolis querido, que bom que você veio! _Parabéns, Abóbora, como você está bonita! Os convidados vão chegando e a festa vai ficando cada vez mais animada: _Oi, Carninha, olá, Batata, como vai, seu Espinafre?
Se houver algum legume que sua filha não quer comer, faça uma vozinha triste: _Poxa, eu queria tanto ir à Festa da Barriga... Chantagem emocional e lá vai o penetra que em outra situação não entraria naqueles salões.
Mas cuidado: não acostume sua criança a promover sempre a Festa da Barriga. Você pode ser eleita a dubladora oficial das verduras e legumes baladeiros.
: : Laura : :
pilhado de mothern
gunff!! nunca foi preciso que eu promovesse festinhas, baladinhas e afins, para verduras e legumes (vida dura a deles, e curta... muito curta). melhor assim. não tive que me preocupar, desde cedo, com a preparação do evento. a roupa, o salão, o dj. coisas que nunca fizeram muito parte das minhas preocupações festo-comemorativas. os divertimentos (teatro de fantoche, oba!), os comes e os bebes, isso sim!
o que será que D. Beterraba quer pro jantar?
"O azul ultramarino era fabricado a partir do pó do lápis-lazúli, importado a altos custos do Oriente; o pó era diluído em líquido várias vezes para se extrair a cor, sendo que o primeiro extrato obtido - um azul violeta intenso - era o melhor e o mais caro. O azul alemão nada mais era que o carbonato de cobre; sua cor era menos brilhante e, o mais grave, seu uso se revelava instável, particularmente em afrescos... Os pintores e seu público estavam atentos a tudo isso, e as conotações de exotismo e perigo que se associavam ao azul ultramarino tinham uma importância no quadro que, hoje, possivelmente nos escape..."
(Michael Baxandall - O Olhar Renascente)
sábado, 4 de fevereiro de 2006
terça-feira, 29 de novembro de 2005
É com alegria e satisfação que agradecemos os alvissareiros votos e congratulações, recebidos em função da feliz natividade. Avisamos que os gêmeos são dois miúdos sacudidos, saudáveis, espertos, e bem gordinhos. Calmos, não reclamam de nada; e como não poderia deixar de ser, mamam o dia todo. E, a quem quiser conhecê-los, Otto e Ana avisam que estarão recebendo visitas, das 12 às 18 horas, na maternidade, onde permanecem ao lado da mãe. Presentes, cartões e telegramas deverão ser enviados à nossa residência. Exultantes, agradecemos.
René, Otto, Ana, e mamãe.
(Daniel e Letícia também)
sábado, 19 de novembro de 2005
Não diz nenhum livro que existam outros povos com o mesmo costume. É exato que os citas, quando iam visitar seus amigos, por ocasião da morte de alguém, pintavam as faces. As mulheres da Turquia esmaltam as unhas com uma espécie de tinta vermelha ou persa, julgando, desse modo, que se tornam mais belas; mas não tingem o resto do corpo.
As mulheres americanas não tingem o rosto e o corpo de seus filhos apenas de negro, mas de várias outras cores, especialmente uma que se assemelha ao boli armênio. Essa última tinta é fabricada de uma terra gorda como a argila, que dura por espaço de quatro dias. As índias pintam-se as pernas com uma tinta de cor igual ao boli armênio, de modo que, ao vê-las de longe, julgar-se-á que estão metidas em belas calças de fina estamenha preta.
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
A verde montanha se estende para além da Muralha Norte.
Brancas águas cercam a Muralha Leste.
Quando aqui nos separamos,
sereis a erva aquática vogando para grandes distâncias.
As nuvens errantes me farão pensar em quem viaja.
O sol poente me recordará o antigo amigo.
Já vos afastais e acenamos com as mãos.
Nossos cavalos, um para o outro, relincham tristemente.
Afastamo-nos da montanha azul e a lua nos acompanha.
O orvalho torna pesada as mangas de nossa roupa.
Voltamo-nos para avaliar a distância percorrida:
mas uma bruma esbranquiçada afoga o campo.
De mãos dadas, aqui estamos diante da casa rústica
onde os amigos nos esperam.
Agora caminhamos ao longo de uma alameda bordada de bambus
que nos roçam, quando passamos.
Estamos todos reunidos! Que felicidade!
Servem-me vinho perfumado. Canto a canção do "Vento nos Pinheiros".
Os rouxinóis, as rãs e os insetos cantam também, ao mesmo tempo.
quarta-feira, 12 de outubro de 2005
Luz Negra
Sempre só
Eu vivo procurando alguém
Que sofra como eu também
E não consigo achar ninguém
Sempre só
E a vida vai seguindo assim
Não tenho quem tem dó de mim
Estou chegando ao fim
A luz negra de um destino cruel
Ilumina o teatro sem cor
Onde estou representando o papel
De palhaço do amor
(Nelson Cavaquinho, Amâncio Cardoso)
quinta-feira, 22 de setembro de 2005
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres mais medo de morrer.
E então serás eterno.
XXVIII
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
terça-feira, 30 de agosto de 2005
Nightshade, Deadly (Atropa belladonna LINN.)
Belladonna is supposed to have been the plant that poisoned the troops of Marcus Antonius during the Parthian wars. Plutarch gives a graphic account of the strange effects that followed its use.
Buchanan relates in his History of Scotland (1582) a tradition that when Duncan I was King of Scotland, the soldiers of Macbeth poisoned a whole army of invading Danes by a liquor mixed with an infusion of Dwale supplied to them during a truce. Suspecting nothing, the invaders drank deeply and were easily overpowered and murdered in their sleep by the Scots.
According to old legends, the plant belongs to the devil who goes about trimming and tending it in his leisure, and can only be diverted from its care on one night in the year, that is on Walpurgis, when he is preparing for the witches' sabbath. The apples of Sodom are held to be related to this plant, and the name Belladonna is said to record an old superstition that at certain times it takes the form of an enchantress of exceeding loveliness, whom it is dangerous to look upon, though a more generally accepted view is that the name was bestowed on it because its juice was used by the Italian ladies to give their eyes greater brilliancy, the smallest quantity having the effect of dilating the pupils of the eye.
Another derivation is founded on the old tradition that the priests used to drink an infusion before they worshipped and invoked the aid of Bellona, the Goddess of War.
The generic name of the plant, Atropa, is derived from the Greek Atropos, one of the Fates who held the shears to cut the thread of human life - a reference to its deadly, poisonous nature.
Thomas Lupton (1585) says: 'Dwale makes one to sleep while he is cut or burnt by cauterizing.' Gerard (1597) calls the plant the Sleeping Nightshade, and says the leaves moistened in wine vinegar and laid on the head induce sleep.
Mandrake, a foreign species of Atropa (A. Mandragora), was used in Pliny's day as an anaesthetic for operations. Its root contains an alkaloid, Mandragorine. The sleeping potion of Juliet was a preparation from this plant - perhaps also the Mandrake wine of the Ancients. It was called Circaeon, being the wine of Circe.
domingo, 28 de agosto de 2005
(A última valsa do Dia da Bastilha - Robert Doisneau - 1945)
Quase
Por uma estranha alquimia
(Você e outros elementos)
Quase fui feliz um dia.
Não tinha nem fundamento.
Havia só a magia
Dos seus aparecimentos
E a música que eu ouvia
E um perfume no vento.
Quase fui feliz um dia.
Lembrar é quase promessa
É quase quase alegria.
Quase fui feliz à beça
Mas você só me dizia:
"Meu amor, vem cá, sai dessa".
(Guardar - Antônio Cícero)







